Quando você sorri, seus olhinhos ficam miudinhos e sua boca destaca mais do que qualquer parte do seu rosto. Eu amo quando você sorri, me dá até vontade de sorrir também.
Eu sei viver sem você. Sei andar, comer, falar, ver um filme. Sei sorrir e nem é de mentira. Solto gargalhadas e conto piadas e sou rodeado pelos meus amigos o tempo todo. Leio livro, malho, faço amizades. Sou por inteiro sem você. Não existe nenhuma parte faltando, mas eu faço ela faltar. É que eu não preciso de você pra nada, mas quero você pra tudo. Eis o grande problema.
Como a gente muda, meu Deus. Como os sonhos mudam. Alguns foram embora, me deixaram. Outros cresceram juntinho comigo. Alguns sonhos, impacientes, fizeram as malas e se foram sem ao menos deixar uma foto como lembrança. E eu fico aqui, um pouco saudosa, tentando lembrar o que um dia eu quis.
Eu amava brigar com você, gostava até do modo como me fazia chorar quando terminávamos. Mas, eu sabia que amanhã teria você de volta. Agora estamos tempo demais sem nos falar, muito tempo mesmo. E até aqui, estou tentando não precisar de você, não sentir falta e eu queria não sentir. E agora o modo como choro, já não é mais como antes. As coisas estão começando a machucar. Por que não volta?